Como Comecei a Investir com salário mínimo — e por que voltei do zero
Eu saí de um investimento consistente e fiquei 4 anos parada. Agora estou reconstruindo tudo do zero. Aqui estão as lições que aprendi nos últimos anos.
Há quatro anos, eu era uma investidora consistente. Guardava 35% do meu salário, tinha reserva de emergência, ações, Tesouro Direto e fundos imobiliários.
Hoje, estou começando tudo novamente. Do zero.
Este artigo é sobre por que sai dos investimentos, o que aprendi no caminho, e como estou reconstruindo meu patrimônio agora — tudo documentado neste canal.
Se você também está começando ou começando novamente, este é o seu ponto de partida.
Quando Tudo Começou: Investindo com Salário Mínimo
Muitas pessoas acham que é necessário ganhar muito dinheiro para começar a investir.
Eu também pensava assim.
Comecei minha jornada de investimentos ganhando o salário mínimo da época. Não era muito. Na verdade, era bem pouco.
O que mudou minha perspectiva foi uma conversa com meu chefe na época. Ele ganhava aproximadamente 33 vezes mais do que eu. Mas mais importante que o quanto ele ganhava era o que ele fazia com o dinheiro: ele investia.
Comecei a pesquisar, a estudar e a perceber que investimento não era um privilégio de quem ganha muito. Era uma escolha acessível a quem quisesse fazer.
O Primeiro Passo: Organização Financeira
Antes de comprar uma única ação, eu precisei fazer algo básico: organizar meu dinheiro.
Isso significava:
- Rastrear para onde o dinheiro estava indo — Eu acompanhava cada gasto, não para ficar paranoica, mas para entender meus padrões. Eu gostava de colocar tudo no excel. Usava o cartão de crédito como meu aliado.
- Me pagar em primeiro lugar — Essa é uma técnica comum, mas funciona: eu separava uma parte da minha renda ANTES de gastar o resto. Se eu esperasse sobrar dinheiro ao final do mês, nunca teria nada para investir.
- Criar uma reserva de emergência — Isso foi essencial. Eu decidi fazer uma reserva financeira de 6 meses de gastos, guardada de forma segura e acessível, o que me deu tranquilidade para depois investir.
O resultado? Consegui guardar aproximadamente 35% do meu salário mínimo.
Pareça pouco se quiser — mas quando você ganha o mínimo, conseguir guardar 35% é tudo. E quando você começa a fazer isso todo mês, pequenas quantias se acumulam.
Guardar dinheiro e ver ele crescendo aos poucos me deu mais ânimo para buscar formas alternativas para compor minha renda. A partir de então, cada dinheiro recebido além do salário, era uma oportunidade para aumentar meus investimentos.
Conhecendo os Investimentos: Tesouro, Fundos e Ações
Depois que minha vida financeira estava mais organizada, comecei a estudar os tipos de investimento.
Conheci:
- Tesouro Direto: títulos públicos federais, seguros, com rentabilidade previsível.
- Fundos Imobiliários: quotas de fundos que investem em imóveis e geram renda.
- Ações: participações em empresas, com potencial de crescimento, mas mais risco.
Com ações, eu tinha muito medo.
Sabia que o preço podia subir e descer. E com pouco dinheiro, qualquer queda parecia catastrófica.
Então fiz algo bem simples: comprei apenas três cotas de uma ação para testar. Não comecei colocando uma grande quantia. Queria entender como funcionava. Queria acompanhar o preço.
Depois eu percebi que o “medo” na verdade era reflexo do que as pessoas que não investiam diziam sobre as ações. Passei a entender que se você estudar antes de agir, poderá compreender melhor se o investimento combina ou não com o seu perfil de investidor.
E isso me ajudou a perder o medo.
A Pandemia e Minha Primeira Compra Maior
Em 2020, veio o lockdown. A bolsa caiu muito.
Naquele momento, já tinha estudado bastante e estava mais confortável com investimentos. Então fiz minha primeira compra maior de ações.
Não é uma história de “comprei na queda e fiquei rica”. Não foi assim. Foi apenas o momento em que comecei a me sentir segura com renda variável.
Minha Vida Financeira Estava Evoluindo
Durante alguns anos, continuei:
- Aportando na minha reserva de emergência
- Comprando ações regularmente
- Investindo em Tesouro Direto
- Acumulando fundos imobiliários
- Estudando economia e educação financeira
Eu achava que continuaria assim para sempre.
Até Que a Vida Mudou
Aí vieram mudanças grandes:
- Mudei de emprego
- Precisei me mudar para aluguel
- Precisei mobiliar minha casa
Para fazer tudo isso, usei os investimentos que tinha acumulado.
Não considero que foi um erro. Tinha objetivos importantes e usei meu dinheiro para alcançá-los. Esse é exatamente o propósito de ter investimentos — poder usar seu patrimônio quando é realmente necessário.
O problema foi o que veio depois.
Pensei: “Quando minha vida estiver mais organizada, volto a investir.”
Só que o tempo passou. E eu não voltei.
Se passaram aproximadamente quatro anos.
Quatro Anos Sem Investir
Quatro anos é muito tempo. E durante esse tempo, também não consegui guardar dinheiro da maneira que eu gostaria.
Eu poderia ter continuado esperando:
- por um emprego melhor
- para ganhar mais dinheiro
- que a vida financeira ficasse “perfeita”
- que sobrasse mais dinheiro
Mas percebi que talvez estivesse esperando uma situação que simplesmente não existe.
A vida financeira perfeita não chega do nada. Você constrói ela.
O Retorno: Começando Novamente
Agora estou voltando a investir.
Mas dessa vez, sem as mesmas expectativas. Porque minha realidade mudou:
- Não tenho “salário“ fixo — Então meus aportes variam de mês para mês. Alguns meses consigo investir mais, outros menos.
- Estou começando de novo — Não tenho um patrimônio esperando por mim. Preciso reconstruir.
- Investirei quando puder — Alguns meses com mais volume, outros com menos. O importante é não parar.
E isso que é importante: sua vida financeira precisa acompanhar sua vida real.
Não é fracasso ter um mês de aporte menor e outro maior. É adaptação.
Por que Criei o Site e o Canal
Quero documentar essa jornada porque acredito que é real.
Meus objetivos agora:
- Reorganizar minha vida financeira
- Voltar a guardar dinheiro consistentemente
- Reconstruir minha reserva de emergência
- Investir novamente em renda fixa e variável
- No longo prazo, construir liberdade financeira — meu objetivo é viver de renda
Mas sei que isso vai levar anos. E tudo bem.
Para Quem É Este Conteúdo
Se você está em uma dessas situações:
- Ganha pouco e acha que investir pouco não vale a pena
- Tem medo de perder dinheiro em ações
- Não consegue guardar dinheiro porque nunca sobra nada no final do mês
- Já investiu e precisou usar seu dinheiro, e agora está reconstruindo
- Não tem emprego fixo e acha impossível planejar
Então aqui é um bom lugar para você.
Vamos falar sobre:
- Como organizar finanças quando você ganha pouco
- Como começar a guardar dinheiro de verdade
- Quanto você precisa para começar a investir
- O que fazer antes de comprar sua primeira ação
- Como funciona Tesouro Direto, ações e fundos imobiliários
- Planejamento financeiro realista (não perfeito)
O Que Esperar
Você não vai encontrar aqui promessas de enriquecimento rápido.
Não vou dizer que existe uma ação que vai mudar sua vida.
O que você vai encontrar é conversas sobre algo menos emocionante, mas que realmente funciona: construir patrimônio aos poucos.
Lições de alguém que:
- Começou do zero, com salário mínimo
- Cresceu financeiramente
- Parou
- Está começando novamente
Porque a vida financeira é sobre adaptação, aprendizado e paciência.
Próximas Etapas
Nos próximos artigos, vamos:
- Entender como guardar dinheiro quando você ganha pouco
- Explorar Tesouro Direto — o investimento mais seguro
- Aprender sobre ações sem medo
- Conhecer fundos imobiliários
- Planejar sua liberdade financeira
Esse é meu ponto de partida.
Agora vamos começar.


